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Saúde doente

por aespumadosdias, em 07.04.10

O sector da saúde volta a estar em polvorosa. A ministra esteve no programa do Miguel Sousa Tavares na 2ª feira à noite e no forúm da TSF ontem falou-se da política dos medicamentos em unidose.

Na entrevista para além dos medicamentos unidose, onde a ministra deu a entender que que iria abandonar a implementação da venda em unidose nas farmácias por motivos técnicos, não pôde deixar de se falar do caso do Centro de Saúde de Valença onde os protestos continuam. Desta vez decidiram colocar por toda a cidade bandeiras espanholas.

Se é verdade que em média só 2 doentes aparecem no serviço de urgência do centro de Saúde entre as 0h e as 8h, não vejo grande problema em que feche durante esse horário pois se o caso for mesmo grave não é no centro de saúde que se vai resolver. O que é necessário são ambulâncias com suporte básico de vida ao serviço da população.

Em relação às bandeiras, não devia ser só em Valença que deviam andar com elas pois há muitos aspectos em que os espanhóis são mais protegidos pelo estado. Veja-se por exemplo o caso do sector da saúde em que não pagam taxas moderadoras.

Sobre a política da venda de medicamentos em unidose (ver sondagem) a ministra acabou por voltar atrás, afirmando que é necessário envolver os vários parceiros no processo da unidose. Na minha opinião não é só o problema da unidose que está em causa pois muitas vezes os medicamentos são vendidos em caixas com muitos comprimidos, que acabam por não ser tomados até ao fim pelos doentes. Os portugueses têm assim muitos medicamentos em casa e gostam muito de se automedicarem o que por vezes pode ser muito grave. As caixas deviam ser assim mais pequenas e no caso de as pessoas quererem comprar medicamentos em unidose deviam tomá-los na farmácia onde seriam informados pelos farmacêuticos sobre as precauções que devem ser tomadas. Cada vez mais as farmácias são apenas lojas onde se vendem medicamentos, não sendo necessário a presença de um farmacêutico para aconselhar os utentes.

 

 

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publicado às 08:14


7 comentários

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De Sílvia a 07.04.2010 às 22:29

Concordo contigo no aspecto de as farmácias não serem mais que lojas que vendem medicamentos. Concordo contigo no que respeita à quantidade de unidades por caixa. Concordo contigo na medida em que cada um de nós se acha o seu próprio médico.
Mas por favor.... não queiram que sejamos ainda mais espanhois do que já nos fazem!
Bandeiras espanholas em Portugal????? Não! Menos.... por favor isso é que não!
Neste aspecto sou muito nacionalista!
PS - Bom texto :)

Beijinho!
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De aespumadosdias a 08.04.2010 às 18:02

Infelizmente os espanhóis não nos querem, preferem as coisas como estão - invadem o país mas só economicamente.
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De stiletto a 07.04.2010 às 23:13

Não percebo bem o que queres dizer com a tua última frase já que todos os dias me deparo com situações em que não me posso limitar a entregar os medicamentos. As pessoas ainda necessitam das informações prestadas pelos armacêuticos já que muitas vezes os médicos nem sempre dizem tudo aquilo que os doentes precisam de saber para tomarem os medicamentos de maneira mais correcta. Não vejo grande vantagem nas doses unitárias porque a maneira actual de acondicionar os medicamentos é a que garante a segurança e a qualidade dos medicamentos. O que é importante é redimensionar as embalagens. Muitas vezes sobram medicamentos em casa mas isso não tem só a ver com o tamanho das embalagens mas deve-se sim ao facto de os doentes não fazerem o tratamento completo que lhes foi prescrito. Há ainda muitas medidas para diminuir a despesa com medicamentos como por exemplo aumentar a prescrição de genéricos.
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De aespumadosdias a 08.04.2010 às 18:06

Ainda bem que aí ainda é assim.
Outra mudança que deveria surgir era os médicos prescreverem apenas o príncipio activo e depois o farmacêutico informava o utente do  que havia no mercado.
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De xana a 07.04.2010 às 23:58

Não vejo a unidose como solução, nem as caixas com menos comprimidos. A solução seria poderem ser vendidos "blisters" de 10 doses ou equivalente, com instruções tal como as caixas dos medicamentos possuem.  Evitam-se gastos desnecessários, quer para os utentes, quer para o SNS nas comparticipações. Por vezes há comprimidos que só se vendem em caixas de 60, e depois o doente nem chega a tomar 15 comprimidos, o que resulta em gastos desnecessários, bem como em perigo para o doente e para as outras pessoas, porque sabemos que a auto-medicação é usual, e o aconselhamento e consequente doação ao vizinho de medicamentos  que sobram das maleitas anteriores são práticas correntes.
Mas os lobys continuam, e neste país tudo acontece, mas nada muda.
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De aespumadosdias a 08.04.2010 às 18:08

O problema do país não ir para a frente são os malditos lobys.
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De Né a 12.04.2010 às 00:31

No Paquistão que visitei há 8 anos, os médicos prescreviam o número exacto de comprimidos conforme os dias que seriam necessários para o tratamento da doença.
Concordo com este método, pois tantas vezes acabamos os tratamentos e ficam as caixas ainda cheias, acabando por nunca mais serem usadas para não falar nos prazos de validade que se vencem.

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