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Pena suspensa

por aespumadosdias, em 28.01.09

Chegou ao fim o julgamento de Adelina Lagarto por ter "raptado" uma criança de 3 meses de idade.

Foi "condenada" a dois anos de prisão com pena suspensa desde que colabore com a justiça no "caso Esmeralda". Para mim foi pouco.

A justiça devia ter sido mais dura pois não está certo que um casal acolha uma criança sem passar pelos processos legais. Deste modo, agora qualquer casal pode procurar uma mãe solteira, com problemas económicos, dar-lhe algum dinheiro, sem que ninguém saiba, e adoptar essa criança.

É certo que a pequena Esmeralda teve durante algum tempo uma vida muito melhor do que a que teria com a verdadeira mãe, mas não é a forma mais correcta de um casal adoptar uma criança. A mãe que a tivesse dado para adopção.

(foto do Expresso)

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publicado às 07:47


14 comentários

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De stiletto a 28.01.2009 às 08:16

É verdade que este casal não agiu da melhor maneira mas serem condenados a penas de prisão é um bocado exagerado. Eles amaram e amam esta criança como se fosse sua e foi isso que os levou a agir assim. O problema é os processos normais de adopção levarem tanto tempo que as pessoas se desesperem. Eles já deveriam saber que, ao ficarem com a criança, corriam o risco da situação terminar assim. A verdade é que, tentar passar por cima da lei, não é o melhor caminho para resolver os problemas mas também não é preciso prendê-los. Há criminosos muito piores por aí à solta.
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De vicio a 28.01.2009 às 11:14

STOP
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De Cláudia a 28.01.2009 às 11:22

Já não tenho grande paciencia para a miuda e para os pais...qualquer que sejam eles!
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De brigitte a 28.01.2009 às 12:38

E a criança?
Aguem pensa nela?

:)
Obrigado!
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De pepita chocolate a 28.01.2009 às 12:55

Não penso da mesma forma que tu. No entanto, não venho para discutir. Neste caso, acho que NINGUÉM deve julgar as coisas do lado de fora. O coração tem razões que a razão desconhece. Amar uma criança de outros é ter um coração imenso. O desejo de ser mãe é dos desejos mais profundos. Mãe não sabe tudo...mas faz o melhor que pode!
este é um caso demasiado complexo para ser julgado por algum humano. Faz-me lembrar a lenda de Salomão .
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De vita a 28.01.2009 às 13:38

Deixo-te um beijo, esse assunto não é tão linear como o transmites, mas são opiniões.;)
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De miepeee a 28.01.2009 às 14:05

Este assunto e delicado demais para ser analisado tao friamente.
Bj.
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De Jorge Soares a 28.01.2009 às 21:44

Já não era sem tempo... a adopção é algo muito sério, sou pai adoptivo e biológico, quando iniciei o meu processo de adopção alguém me sugeriu seguir o caminho que eles seguiram, alguém que se calhar me colocaria uma criança nos braços como lhes colocaram a eles. Fingi que não percebi, sou uma pessoa honesta e seria capaz de ir pela vida a pensar que tinha um filho que me tinha chegado por portas travessas...a minha vida, a da minha família não podem depender de processos obscuros e negociatas.

Abraço
Jorge
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De Jorge Soares a 28.01.2009 às 21:45

é evidente que onde se lê "seria capaz" deveria ler-se "não seria capaz"

Jorge
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De xana a 28.01.2009 às 23:04

Neste caso erraram todos! Não só os pais biológicos, os adoptivos, como a segurança social, como os tribunais, e erramos nós que estamos de fora e não temos conhecimento de causa sufiiente para julgar quem quer que seja. Pobre desta criança, que vai crescer confusa, e um dia mais tarde vai ressentir-se de tudo isto, com toda a certeza. È a única inocente no meio desta confusão, e a que mais sofre e irá sofrer. Nem no tempo do rei Salomão, esta história chegaria a este estado de coisas, porque se houvesse amor verdadeiro de ambas as partes para esta criança, há muito que se tinham entendido, e não andavam uma série de adultos a batalhar pelo seu próprio interesse, e mais não digo que já estou a errar também.
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De aespumadosdias a 28.01.2009 às 23:51

Muito bem dito!
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De susana Rodrigues a 29.01.2009 às 22:21

comentei isto no blog da menina do regador de sonhos (http://regador-de-sonhos.blogspot.com/2009/01/esmeralda.html). Vou repassar aqui a resposta:) Desculpa mas estou preguiçosa:

"(...)Isto vai ficar um pouquinho grandito, espero que não me leves a mal.
Em primeiro lugar gostaria de te dizer que eu mesma passei por um processo de adopção, por isso o que vou dizer é pensado e não apenas uma opinião tipo " porque sim".
Ora cá vai: eu acho que esta decisão peca por ser tardia. Vivemos ou não num estado de direito? Não se pode simplesmente entregar uma criança, proque sim. Existem procedimentos legais, instituições responsáveis - embora nem sempre- habilitadas para tal. Por isso pergunto-me sinceramente porque razão houve aqui uma amnésia face a esses procedimentos? Estamos a falar de um sargento, não saberia ele que uma criança não é rebuçado, que se dá ao amigo do lado quando não gostamos do sabor ou estamos com sensibilidade dentária?
Conheço vários casais que adoptaram e outros tantos que esperam adoptar. Que passam as passas do Algarve - se bem que no Algarve é muito mais simples;)- ou seja, anos!, para preencherem o seu conceito de família. Passam por situações que não lembram nem ao Diabo, são vitimas de preconceito, da incompetência do sistema. Viviam angustiados por uma criança que teima a demorar a chegar. Não era muito simples encontrarem alguém que simplesmente lhes "desse" uma criança? E vivermos numa anarquia não? Já agora... Por isso chateia-me mesmo muito toda esta polémica. Primeiro porque em nenhum momento se cumpriu a lei e, em segundo lugar, porque a única pessoa que foi realmente prejudicada em toda esta situação decadente é a Esmeralda. Uma criança JAMAIS pode servir de bandeira a uma disputa que não é dela. Agora temos uma criança tipo bola de ping pong, manipulada por sentimentos alheios que lhe incutem e que não deviam ser dela. A responsabilidade é destes 4 adultos e que nenhum se ponha de parte, porque ela é igualitáriamente distribuída. É, por tudo isto que eu estou sim descrente na Justiça dos Homens. Tenho pena porque desde o inicio até agora não soube tomar conta de uma criança. Como não sabe tomar conta das restante 11000 crianças que esperam uma familia e que nos meandros dessa espera se tornam adultos. Isso sim deixa-me muito triste.
Desculpa o comentário tão longo, mas não pdoeria deixar de o fazer.
Um beijinho su"

desculpa o tamanho... um pouco.. exagerado:)
su
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De stiletto a 29.01.2009 às 23:02

Primeiro peço desculpa ao Espuma dos Dias por ser uma intrometida mas não podia deixar de dizer que concordo inteiramente contigo. Embora por vezes nos custe aceitar, as leis existem para proteger os cidadãos e, por enquanto, ainda vivemos num estado de direito. Quando é que os adultos deixam de tratar os filhos (biológicos ou adoptados) como sua propriedade? Os filhos são pessoas e não se pode comprometer assim o desenvolvimento emocional a que tem direito.
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De NãoInteressa a 02.02.2009 às 20:24

"Quando é que os adultos deixam de tratar os filhos (biológicos ou adoptados) como sua propriedade?" Os filhos passaram a ser propriedade da mãe desde o momento que a mulher tem poder discricionário para o ter ou não.

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