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A 6 de Novembro de 1975, cerca de 350 mil marroquinos, convocados pelo rei Hassan II, atravessaram a fronteira em direção ao Saara Ocidental, então sob domínio espanhol, com bandeiras marroquinas, empunhando o corão retratos do rei e desarmados. Este acontecimento, que ficou conhecido como Marcha Verde, é considerado um marco na história contemporânea de Marrocos e é celebrado anualmente como símbolo de unidade nacional.
O rei Hassan II anunciou publicamente esta marcha a 16 de outubro de 1975, após o parecer do Tribunal Internacional de Justiça que reconhecia vínculos históricos entre Marrocos e o Saara Ocidental. Chamou-lhe "Marcha Verde" porque o verde é a cor simbólica do Islão, representando fé, legitimidade religiosa e unidade nacional para os marroquinos.
A 14 de novembro de 1975, 6 dias antes da morte do ditador Francisco Franco, foi assinado o Acordo de Madrid, transferindo a administração do Saara Ocidental para Marrocos e Mauritânia.
Poucos dias antes da Marcha Verde, a 30 e Outubro, a Frente Polisário, movimento independentista saharauí, começou a combater as forças marroquinas e mauritanas que pretendiam ocupar o território após a retirada da Espanha.
Só em 1991 se conseguiu um cessar-fogo, intermediado pela ONU, com promessa de referendo de autodeterminação, que nunca foi realizado.
No passado dia 31 de Outubro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que apoia o plano de autonomia apresentado por Marrocos para o Saara Ocidental. A Frente Polisário rejeita o plano, acusando a ONU de legitimar a ocupação e ignorar o direito à autodeterminação.
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