Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Foi com a classificação de "totalmente desproporcionada" que ontem, o jordano Zeid Ra'ad al-Hussein, alto-comissário do Conselho de Direitos Humanos da ONU desde 1 de setembro de 2014. se referiu à resposta de Israel às manifestações palestinianas de 2ª feira, por causa da inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalem, pelo que apoiou a ideia de um inquérito internacional independente. 

Para Zeid Ra'ad al-Hussein, "As mortes resultaram de um uso ilegal da força. Apoio os apelos de numerosos Estados e de observadores em favor da um inquérito internacional, independente e imparcial", referindo também que "As ações de protesto, por si só, não constituíam uma ameaça iminente de morte ou de ferimentos mortais que pudessem justificar o uso de força letal"

O número de mortes do lado palestiniano chegou aos 60.

Autoridades norte-americanas, quer as israelitas, têm acusado frequentemente a Comissão de Direitos Humanos da ONU de ser “anti-Israel”.

Enquanto os Estados Unidos apoiarem Israel, o povo palestiniano continuará a sofrer e muitos a morrer.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:42

Nos últimos dias, em Itália, tem-se falado muito na possibilidade de finalmente haver governo. Parece que o MoVimento 5 Stelle e a Lega se estão a entender. as elições italianas já foram há mais de 2 meses.

O presidente Sergio Mattarella deu um prazo até amanhã para que haja entendimento, caso contrário serão convocadas novas eleições.

Nomes para o governo ainda não há, nem quem vai ser o primeiro ministro. Quanto às políticas, o MoVimento 5 Stelle e a Lega já concordaram que a Itália se mantenha no Euro.

Hoje em Milão Luigi Di Maio e Matteo Salvini vão encontrar-se.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:50

OS EUA decidiram na 3ª feira abandonar o acordo nuclear com Irão. Depois da Coreia do Norte e da Síria, agora voltam-se para o Irão.

O acordo assinado em 2015 prevê um retrocesso do programa nuclear em troca do levantamento das sanções internacionais. O acordo nuclear com o Irão foi concluído em Viena entre Teerão e o Grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha), antes da chegada à Casa Branca de Donald Trump.

As reacções surgiram por todo o mundo: Barack Obama, no Twitter, disse que a decissão dos EUA "foi um erro grave"; Emmanuel Macron lamentou, também do Twitter, a decisão de Donald Trump e disse que "o regime de não proliferação nuclear está em risco"; Federica Mogherini, a chefe da diplomacia da União Europeia pediu à comunidade europeia para se manter no acordo, apesar da decisão de Donald Trump; Benjamin Netanyahu, admitiu que o acordo nuclear com o Irão era "desastroso" e que a decisão dos EUA foi a "mais correta"; o governo saudita mostrou apoio à decisão de Donald Trump; António Guterres, através de um porta-voz, mostrou-se "profundamente preocupado" com a retirada dos EUA e o reforço de sanções e apelou aos países que fazem parte do acordo nuclear ao “respeito total pelos compromissos”.

No Irão a reacção foi queimarem bandeiras dos EUA, até no Parlamento, e gritaram morte à América.

Com esta decisão, logo na 3ª feira, a moeda iraniana perdeu metade do valor que tinha e o petróleo valorizou quase 3%, um novo recorde nos últimos 4 anos, estando o barril agora nos 76,93 dólares.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:03

Morreu Dhlakama

04.05.18

Tinha 65 anos e estava escondido desde 2015 na Serra da Gorongosa, na província de Sofala, no centro de Moçambique. Estavam a decorrer negociações para que  pudesse abandonar em segurança o local onde se encontrava escondido e retomar a vida política.

Ao que parece Afonso Dhlakama, líder histórico da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), terá morrido de complicações relacionadas com diabetes, enquanto aguardava por um helicóptero que o levaria a Pretória para se submeter a um tratamento hospitalar de urgência.

Afonso Dhlakama formou a Renamo em 1976 e liderou o partido durante a Guerra Civil que durou 16 anos e que viria a terminar, em 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz, entre Dhlakama e Joaquim Chissano.

Em outubro de 1994, Afonso Dhlakama concorreu às primeiras eleições presidenciais de Moçambique, mas só obteve 33,7 % dos votos, contra 53,3 de Chissano. Em dezembro de 1999 voltaram a realizar-se eleições presidenciais e de novo Dhlakama perdeu para Chissano mas desta vez a margem foi menor tendo Dhlakama conseguido 47,71 %. Nas eleições presidenciais de 15 de Outubro de 2014 obteve apenas 36,61%.

Nos últimos tempos o líder da RENAMO sofreu vários atentados contra a sua vida

Em Outubro há eleições presidenciais, legislativas e regionais em Moçambique. Vários analistas têm referido que a Renamo estava a aumentar a sua base de apoio.

Por cá tem-se falado pouco de Moçambique, a não ser quando há raptos de portugueses. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa este há 2 anos por lá.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:22

Fim da ETA

03.05.18

A Euskadi Ta Askatasuna, que em basco quer dizer basco para "Pátria Basca e Liberdade", mais conhecida pela sigla ETA, fundada em 31 de julho de 1959, em Bilbau, anunciou o seu fim. Durante este quase 59 anos, a ETA foi responsável  por mais de 3.300 ataques terroristas.e seus ataques mataram mais de 800 pessoas. Os primeiros atentados assumidos pela organização foram a morte de um guarda civil e do chefe da polícia secreta de San Sebastián, em 1968.

Numa carta enviada a várias instituições e agentes políticos, a ETA anunciou que o seu “ciclo histórico” chegou ao fim e que dissolveu “completamente todas as suas estruturas”. No entanto dizem que “o conflito” que o País Basco mantém com Espanha e França não acabou - “O conflito não começou com a ETA nem termina com o final da ETA”. Admitem também que causaram muita dor e danos irreparáveis e querem agora mostrar o respeito aos mortos, feridos e vítimas das ações da ETA.

Não é de esperar que num futuro próximo a Espanha deixe que os bascos tenham direito à auto-determinação.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:57

Bromance

27.04.18

O presidente francês, Emmanuel Macron, esteve em visita oficial de 3 dias aos Estados Unidos, durante a qual foi recebido de forma calorosa pelo presidente Donald Trump e pela mulher. O discurso de Macron no Congresso e a presença na Universidade George Washington mereceram-lhe os elogios dos analistas da imprensa norte-americana. No Congresso falou em inglês e foi aplaudido mais do que uma vez.

Macron está confiante de que os Estados Unidos voltarão a integrar o acordo de Paris sobre as alterações climáticas e considerou que  “uma guerra comercial entre aliados não é coerente”, numa referência às taxas que os Estados Unidos pretendem impor às importações de aço e alumínio.

Há quem fale em "bromance". Esta é a 1ª visita de oficial de um chefe de estado aos Estados Unidos na era Trump. Na Casa Branca, Donald Trump chegou a dizer "Gosto muito dele" e até se beijaram.

Claro que tudo isto foi motivo de paródia no "The Late Show" de Stephen Colbert.

Vamos agora ficar à espera que haja alguma mudança na política externa norte americana.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:24

O SPD alemão escolheu um novo líder. Andrea Nahles foi eleita com 66% dos votos durante um congresso extraordinário do SPD, tornando-se a primeira mulher a presidir ao partido.

A outra candidata era também uma mulher, Simone Lange, autarca de Flensburg e antiga agente da polícia.

Andrea Nahles, com 47 anos, foi ministra do Trabalho, é também a líder da bancada parlamentar do SPD e sempre defendeu a entrada do SPD no Governo de Angela Merkel.

Agora vamos ficar a aguardar se ela consegue convencer os alemães.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:17

El sucesor

20.04.18

Cuba tem um novo presidente - Miguel Díaz-Canel, de 57 anos. Era até agora vice-presidente. Depois de quase 60 anos em que Cuba foi comandada pela família Castro, agora é a vez de alguém que já nasceu depois da Revolução Cubana.

Raúl Castro continuará à frente do partido comunista até 2021 e envolvido nas grandes tomadas de decisão da nova presidência.

No seu primeiro discurso como Presidente, Díaz-Canel destacou a importância da "geração histórica" e dos "fundadores da Revolução cubana" e agradeceu a oportunidade que aqueles lhe deram para "abraçar a História viva" mas fez questão de reforçar que a sua chegada ao poder não constitui uma mudança de rumo em Cuba.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:15

Na madrugada de sábado os Estados Unidos, com o apoio da França e Reino Unido, atacaram a Síria em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad. 

Foram mais de 100  mísseis de cruzeiro que durante cerca de 70 minutos destruiram com sucesso 3 alvos relacionados com a produção e armazenamento de armas químicas e biológicas - um laboratório usado para a investigação, desenvolvimento e testes, perto de Damasco; um depósito onde estavam armazenadas as principais reservas de gás sarin, em Homs; e um outro armazém e importante centro de comandos na mesma cidade. 

Felizmente o ataque não provocou vítimas mortais, segundo os responsáveis militares, no entanto, segundo a televisão síria 3 civis ficaram feridos.

Segundo os os militares russos, as defesas aéreas sírias derrubaram 71 mísseis.

O presidente da Rússia, aliado do governo sírio, apelou à realização de uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que rejeitou a resolução apresentada pela Rússia que condenava os ataques norte-americanos, franceses e britânicos na Síria.

Donald Trump declarou "missão cumprida", mas a Síria e a Rússia dizem que estragos são "menores". Russos alertam para "consequências", mas os EUA, França e Reino Unido rejeitam invadir a Síria.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:35

Ataque químico

11.04.18

Em Douma, o último bastião rebelde em Ghouta oriental, nos arredores de Damasco, houve no sábado um ataque químico por parte das forças do regime do Presidente Bashar al-Assad. Segundo a organização dedicada ao resgate de vítimas das zonas sob controlo dos rebeldes, Capacetes Brancos, pelo menos 70 pessoas morreram, algumas delas crianças.

Já em Agosto de 2013 tinha ocorrido um ataque químico em Ghouta, onde terão morrido cerca de 300 pessoas, e os responsáveis não foram determinados.

Os Estados Unidos dizem que este ataque só aconteceu com o apoio da Rússia. A Síria e a Rússia acusam Israel de ter lançado mísseis contra uma base militar, matando 14 pessoas.

Donald Trump disse mesmo que "Não podemos permitir atrocidades como esta". Já Putin disse que não aceitará "provocações e especulações".

O secretário-geral da ONU afirmou estar indignado com o alegado ataque químico cometido no sábado e apelou à realização de uma investigação imparcial.

Não há solução para a Guerra na Síria.

 

Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:34



Astronomy Picture of the Day


Música do dia

anteriores

Tira do Armandinho