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Marcelo Rebelo de Sousa, na 2ª feira, entrada nas urgências do Hospital de São João, no Porto, devido a uma indisposição (paragem digestiva). Afinal era uma hérnia encarcerada e foi logo operado na noite de 2ª feira.
A hérnia encarcerada ocorre quando uma porção de um órgão (normalmente o intestino) fica presa numa abertura da parede abdominal, sem conseguir regressar ao seu lugar, o que requer intervenção médica imediata.
Marcelo teve alta ontem à hora de almoço e encontra-se a recuperar no Palácio de Belém.
As viagens que iria fazer a Madrid e ao Vaticano ficam adiadas.
Já não é a 1ª vez que politicos de direita, quando têm problemas de saúde, recorrem ao Serviço Nacional de Saúde. Têm feito tanto para o destruir e quando estão aflitos não recorrem aos privados que tanto têm apoiado.
Começaram os debates entre os candidatos às eleições presidenciais de 18 de Janeiro. No total serão 28 debates na TVI, SIC e RTP.
Ontem na TVI estiveram António José Seguro e André Ventura. Hoje será a vez de Marques Mendes se encontrar com António Filipe. O último debate será no dia 22 de Dezembro, entre Gouveia e Melo e Marques Mendes.
Ontem na TVI, António José Seguro teve muitas dificuldades em expor as suas ideias pois era interrompido por diversas vezes por André Ventura. No debate tentou falar-se de saúde, poderes presidenciais, lei laboral e de imigração. Um dos melhores momentos do debate foi quando Seguro falou da tese de andré Ventura: “Eu recomendo-lhe uma tese de doutoramento feita em Dublin. Eu sei que não vai gostar. Que é de 2013, do estudante na altura André Ventura, que chamava a atenção precisamente para essa estigmatização. O senhor chamava a atenção, nessa altura bem, estava do lado certo, que havia uma estigmatização de minorias."
Angola celebrou os 50 anos da Independência na passada 3ªfeira. O discurso do Presidente angolano não agradou a André Ventura.
João Lourenço criticou a herança do colonialismo português, lembrando que Angola foi “oprimida e escravizada durante séculos”.
André Ventura considerou que a crítica a Portugal era "inaceitável" e que a reação de Marcelo Rebelo de Sousa, "que foi ficar calado e ir aos abraços, vexando-se, mas sobretudo vexando-nos a nós todos, humilhando o país", tinha de ser condenada no Parlamento.
No Telejornal de 4ª feira da TPA, o jornalista Ernesto Bartolomeu leu um texto em resposta a André Ventura. Referiu que o colonialismo português não apenas escravizou povos africanos, como também afetou gravemente o povo português e que, se André Ventura vencesse as eleições presidenciais, os portugueses emigrariam e Ventura "ficaria a governar as cabras da Beira Alta e da Beira Baixa".
A Ministra da Saúde Ana Paula Martins mentiu no Parlamento sobre a morte da grávida guineense no Hospital Amadora - Sintra.

Na 6ª feira disse que casos como este dizem "maioritariamente" respeito a grávidas que "nunca foram seguidas durante a gravidez, que não têm médico de família" e que são "recém-chegadas a Portugal, com gravidezes adiantadas". Acrescentou ainda que as grávidas "não têm dinheiro para ir ao privado, grávidas que algumas vezes nem falam português e que não foram preparadas para chamar o socorro" e que "nem telemóvel têm".
Hoje ficou a saber-se que tudo era mentira. Afinal a senhora foi a 2 consultas de vigilância de gravidez, e tinha autorização de residência em Portugal.
Isto não é suficientemente grave para que Luís Montenegro demita Ana Paula Martins?
Ontem num frentenna SIC Notícias, Miguel Prata Roque do PS, abandonou o estúdio quando discutiu combum deputado do Chega.
Nos ultimos tempos temos visto alguns deputados do Chega a terem de antena nos canais de notícias. Um deles é Rodrigo Taxa, que parece que esta numa taberna a comentar as notícias.
Antes de abandonar o estúdio, Rodrigo Taxa dirigia-se para Prata Roque dizendo "Ó homem, cale-se".
Mais comentadores deveriam recusar-se a ir a debates na televisão com esta gente.
Ontemo o advogado António Garcia Pereira apresentou uma queixa e pede a extinção do Chega por violar a Constituição. Para Garcia Pereira há provas claras de racismo e apelo ao ódio, o que não é permitido pela Constituição.
Foi aprovada, ontem a nova Lei da Nacionalidade, com os votos de toda a direita. Foram 157 a favor e 64 votos contra.
A parte mais polémica da lei é a possibilidade de perda de nacionalidade para quem cometa crimes graves. A decisão, pelo menos não será automática e terá de ser decidida por um juiz.
A obtenção da nacionalidade será possível só depois de 10 anos de residência legal em Portugal.
Agora vamos ver se Marcelo Rebelo de Sousa promulga a lei, manda para o Tribunal Constitucional ou veta.
Na passada 2ª feira, Daniel Oliveira, que foi uns dos fundadores do Bloco, abandonou o partido e agora é apenas comentador do Expresso e da SIC Notícias, disse ser "incompreensível" que Bloco de Esquerda não tenha mudado de liderança após o mau resultado das eleições legislativas e autárquicas.
Ontem Mariana Mortágua anunciou que não se recandidata à liderança do Bloco.
O problema não é Mariana Mortágua. Quem for o próximo Coordenador Nacional não terá vida fácil também. Enquanto a Esquerda não se unir, dificilmente terá sucesso eleitoral. Portugal precisa de uma Frente de Esquerda, como em França.
Ontem a RTP dizia que José Manuel Pureza iria avançar com a candidatura à liderança do Bloco. Pureza nas autárquicas foi candidato à liderança da Câmara de Coimbra e teve apenas 2,86%.
A Burca é um traje feminino islâmico que cobre o corpo inteiro, incluindo o rosto, com uma tela de malha que permite à mulher ver sem ser vista.
Ontem, no Parlamento discutiu-se a proibição do uso da Burka em Portugal, por iniciativa do Chega.
Toda a direita alinhou com o Chega e votou contra o uso da Burka em Portugal. A esquerda votou contra e o PAN e o JPP abstiveram-se.
Gostei do que disse Pedro Delgado Alves, que considerou que não haverá uma pessoa no plenário "que se sinta confortável com a existência de uma subjugação de uma mulher através da utilização da cobertura completa do rosto", mas defendeu que isso se combate "com pedagogia, com trabalho junto das comunidades" e pediu seriedade e respeito no debate sobre como lidar "com esta dificuldade" no plano legislativo. Rui Tavares, também esteve bem ao dizer: "Eu não vou gastar um segundo a defender uma coisa contra a qual eu sou, sou contra a burca e, mais ainda, sou contra os gajos que são a favor da burca".
Paula Santos, considerou que este assunto não constitui "nenhum problema emergente" na sociedade e que o Chega quer "disseminar o ódio", tendo como alvo as mulheres muçulmanas, "como se elas não tivessem a capacidade de pensar e o direito a decidir". Andreia Galvão, que está a substituir Mariana Mortágua, disse que este projeto "viola o princípio constitucional da liberdade, consciência e religião", acrescentou que "a lei já protege o direito de cada mulher, na verdade de cada pessoa, de se vestir como quer, sem coações" e autoriza as forças de segurança a pedir a identificação em certas circunstâncias.
Eu tenho casa perto de uma mesquita, já vi foi muitas vezes mulheres a cobrir a cara mas nunca vi nenhuma com burca.
O diploma vai agora ser aperfeiçoado em especialidade.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.
O PSD foi o grande vencedor das eleições autárquicas, conquistando 135 câmaras, com 57 concorrendo em coligação. A grande surpresa foi a vitória em Benavente, que até agora era liderada pelo PCP.

Alexandra Leitão e Manuel Pizarro não conseguiram vencer em Lisboa e no Porto. Carlos Moedas, em Lisboa, conseguiu mesmo aumentar o resultado de há 4 anos, conquistando mais 1 vereador. João Ferreira só conseguiu 10,1%, conseguindo 1 só vereador.
O Chega, que pensava ganhar várias câmaras, só conquistou 3 - Entroncamento, Albufeira e São Vicente, na Madeira.
O PCP perdeu várias câmaras mas conquistou outras, ficando agora com 12 - Seixal, Sesimbra, Palmela, Mora, Cuba, Sines, Arraiolos, Montemo-o-Novo, Aljustrel, Avis Barrancos e Silves.
O mapa autárquico pode ser consultado aqui.
Muitas câmaras vão ser muito difíceis de governar pois o vencedor não tem maioria absoluta.
O governo decidiu apresentar o Orçamento de Estado um dia antes da data limite. Assim, nos últimos 2 dias de campanha das autárquicas podem tentar ganhar mais alguns eleitores que srjam beneficiados com o Orçamento.
Ontem em Sintra, Luís Montenegro disse que a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano traz "um enorme esforço de justiça social" e mantém "um exercício orçamental equilibrado".
José Luís Carneiro já veio garantir que vai "cumprir promessa" de contribuir para a "estabilidade política" e deixar que Orçamento seja aprovado. Montenegro deixou de fora do Orçamento a Lei de Bases da Saúde e Alteração da Lei Laboral.